Descreva os prazos que o sistema precisa cumprir
Troque a pergunta genérica sobre qual sistema é melhor por requisitos observáveis. Quais tarefas têm prazo máximo? O que acontece quando um prazo é perdido? Qual a latência aceitável entre uma entrada e a resposta? Quanto tempo o produto pode levar para iniciar?
Um RTOS fornece mecanismos para organizar tarefas e prioridades, mas a previsibilidade depende da implementação completa: interrupções, drivers, seções críticas e carga. A seleção do sistema operacional não substitui medições no hardware real.
Avalie a aplicação e suas dependências
Linux pode ser uma opção quando o produto depende de uma pilha de software ampla, processos isolados, interfaces de rede e aplicações complexas. Isso traz também responsabilidades sobre imagem do sistema, atualizações, armazenamento e manutenção de pacotes.
Um sistema com RTOS pode ser adequado a um escopo de controle mais concentrado e a uma plataforma com recursos restritos. A decisão deve incluir o esforço necessário para integrar protocolos, diagnosticar falhas e manter bibliotecas ao longo do tempo.
Considere separar responsabilidades
Algumas arquiteturas usam um microcontrolador para controle e um processador com Linux para conectividade e aplicação. Nesse caso, a interface entre os dois precisa definir estados, temporização, recuperação após falha e compatibilidade entre versões.
Antes de fechar a plataforma, execute uma prova de conceito com as tarefas críticas, a carga de comunicação esperada e situações de erro. Registre latência, consumo de memória, inicialização e comportamento de recuperação. Escolha a arquitetura a partir dessas evidências.
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